Projeto Missionário “Amor que Reina”

Juventude Batista do Norte de Rondônia realiza primeira edição do Projeto Missionário “Amor que Reina”

Nos dias 11 à 16 de dezembro, a Juventude Batista do norte de Rondônia (Jubanorte) realizou a primeira edição do projeto missionário “Amor que Reina”. O objetivo é propagar o evangelho e atender às necessidades sócio humanitárias em comunidades e distritos da região norte de Rondônia.

Trinta e cinco pessoas se disponibilizaram a sair de suas casas para vivenciarem o amor de Deus por este Estado através de simples ações de cuidado e serviço. Foram separados em 4 polos: Cujubim grande, Vista alegre, Nova Mamoré e Candeias, onde realizaram atividades culturais, musicais e recreativas nas praças, visitaram famílias das comunidades, fortalecendo vínculos. Criaram atividades pedagógicas, recreativas e esportivas com crianças e adolescentes, mas acima de tudo, se desafiaram.
“Pude ver de perto um grupos de jovens se tornarem famílias, ainda que no início tivessem pouco em comum, mas com comunhão e amor de um para com outro, vi nascer 4 famílias. Vi jovens se identificarem com a comunidade, com crianças, adultos e idosos, vi fazerem trabalhos voluntários, compartilharem o bem. Vi talentos desabrochando, lideranças surgindo, timidez e paradigmas sendo quebrados, mas o principal foi que eu vi jovens espalharem o amor e pude perceber tudo isso fazendo diferença no meio ao qual estavam. Saímos com uma certeza: quão bom é amar o próximo!” comenta o presidente da Jubanorte, Saulo Sampaio.
Nessa primeira edição, o projeto amor que Reina inspirou e mobilizou não só os missionários para trabalharem em prol do reino, mas voluntários também se colocaram a disposição para servir àqueles que estavam prontos para ir ao campo. “Essa foi a primeira vez que participei de um projeto missionário, não apenas como voluntária. Desde o momento que as inscrições abriram, fiquei impactada com o objetivo do projeto e imaginei como seria a experiência de viver aquilo. Queria ter participado como missionária, mas não podia faltar o trabalho, então me inscrevi para ajudar como voluntária e foi uma experiência única. Era nítido no olhar de cada jovem daquele o significado de estar ali, não era apenas para passar o tempo, mas sim por amor às pessoas. Eu pude sentir esse amor reinando na vida deles”, comenta a voluntária Iasmini Rabelo, da Igreja Batista Filadélfia.

As Famílias e seus testemunhos

Candeias era a família mais perto da cidade, a igreja que os recebeu está passando por um processo de revitalização e para eles, foi possível sentir que os irmãos, mesmo que poucos, estavam bem dedicados a fazer dar certo, pois antes de sua chegada, oraram durante dias pelo projeto. Os nove jovens que ali estavam, realizaram várias visitas aos lares das famílias da igreja com objetivo de ouvir e unirem-se a igreja em oração. Dedicaram duas tardes às crianças da comunidade, por meio de brincadeiras e historinhas explicando sobre o amor de Cristo para eles. “Passamos por muitas provações e vejo isso tudo como parte do plano de Deus para nosso amadurecimento como cristãos. Foi maravilhoso ver como cada um superou seus limites, vencendo cada dificuldade e isso nos fortaleceu. Como diz Pv 17:17 “Em todo o tempo ama o amigo; e na angústia nasce o irmão”. Ao finalizar o projeto eu só conseguia sentir gratidão, gratidão por tudo que aprendi e cresci tanto com a minha família de missionários, quanto com a PIB de Candeias. Gratidão à Jubanorte por ter se empenhado em realizar esse projeto e, principalmente gratidão a Deus por nos permitir viver o amor de Jesus integralmente. Foi difícil, foi cansativo, foi desafiador mas valeu cada segundo”, comenta Júlia Oliveira, líder da família Candeias.
A família de Nova Mamoré iniciou sua missão assim que saiu da base de treinamento no Onnabel cox. A van que os levava apresentou um problema e precisaram parar no primeiro restaurante que encontraram para buscar ajuda. Os jovens perceberam que ali mesmo poderiam começar a servir, realizando o dia da bondade. Eles limparam o estabelecimento, louvaram a Deus e tiveram um momento de oração por aquele lugar. Quando finalmente estavam prontos para ir até a igreja que os receberia, uma das meninas da família desmaiou, fazendo-os ir a um posto, mas sem desanimar, cantaram para os pacientes que esperavam na recepção. Ao chegarem à igreja, todos estavam ansiosos para começar o trabalho e entenderam que o principal objetivo ali era cuidar dos próprios membros. Prepararam um momentos culturais, brincadeiras com as crianças, tarde da beleza com as mulheres, louvores, futebol com os homens. “Sentimos o mover de Deus em cada momento que passamos em Nova Mamoré e como família. Nós oramos, pedindo sabedoria e que tudo que fosse ser feito, fosse conduzido por Deus e tudo aconteceu da melhor forma aos olhos do Senhor”, comenta Clara, líder da família Nova Mamoré.
Cujubim Grande foi a família com maior desafio. Todo o transporte precisaria ser realizado de bicicleta, pois havia uma grande distância das casas para a igreja, mas não esmoreceram. Iniciaram os trabalhos convidando toda a comunidade para as atividades planejadas, fazendo convite de casa em casa. Elaboraram brincadeiras com as crianças, contaram histórias, realizaram um torneio de futebol, entregaram kits escolares e nenhum deles queria parar de brincar. Fizeram um luau a beira do rio com os moradores do povoado, cultos, uma tarde de beleza para as mulheres e um almoço, onde mais de cinquenta pessoas participaram. “O povoado é incrível e o povo sedento, muito participativo. Em todo momento, notamos como Deus estava cuidando dos detalhes. Creio que um trabalho com tal intensidade por mais tempo consiga abranger mais ainda a população”, comenta Stephanie Johnson, líder da família Cujubim Grande.
Vista Alegre do Abunã foi a família mais distante. A Igreja hoje é composta de poucos membros, sendo a maioria adultos, mas que outrora, jovens e adolescentes participavam, porém devido à falta de atividades e cuidados eles foram dispersando. O público mais assíduo na igreja são as mulheres, os homens por trabalharem em atividades rurais e em madeireiras, na oportunidade de suas folgas tiram para o descanso em suas casa. Os missionários que foram enviados para aquela região perceberam que a cidade possui uma grande quantidade de adolescente e jovens, público esse com poucas expectativas de crescimento, seja ele estudantil ou profissional. Logo os atrativos eram festas regadas de bebidas, drogas e prostituição. Então o trabalho a ser desenvolvido foi voltado para a própria igreja, ensinando aos irmãos aquilo que sabiam para incentivar um trabalho missionário, enfatizando que eles podem contribuir para reino, pois é o Senhor que os capacita. “Foi uma experiência incrível, creio que a grande maioria que fez a inscrição para o projeto pensou que iria doar seu tempo para o trabalho do Senhor, mas na verdade, nós que recebemos, muito mais do doamos. Fomos cobertos de amor, existia uma atmosfera tão agradável! Trabalhamos muito, mas ao mesmo tempo sentíamos o fardo tão leve que foi algo sobrenatural. Eu creio que o Senhor preparou este projeto porque ELE queria encontrar corações ali e na medida que fomos nos doando tanto os missionário e a igreja, recebemos cura; transformações, sonhos, restaurações de sonhos, uma nova história. Eu, Renata, posso testemunhar do poder da oração, pois tivemos 30 dias que antecederam o projeto e lembrei que nos dias que orávamos, pedia ao Senhor que a presença Dele fosse conosco e que se Ele não estivesse, de nada adiantaria. Pedia ao Senhor que Ele encontrasse pessoas e que Ele usasse essa oportunidade de encontrá-las e que nós pudéssemos presenciar o amor e o poder Dele. Como foi Glorioso ver o Senhor atendendo nossos pedidos de orações e como ficamos quebrantados”, comenta Renata Oliveira, líder da família Vista Alegre.

Um passo de Fé

O Projeto Missionário Amor que Reina surgiu após a participação dos jovens de Rondônia como missionários no ano de 2019 no Projeto Pés no Arado. Desde aquele momento, a liderança da Jubanorte se uniu em oração, colocando nas mãos de Deus os seus planos para dar continuidade aos trabalhos desenvolvidos. Foram meses de intercessão, onde os líderes das juventudes da capital se uniram e em cada mês, Deus providenciou as respostas para suas orações. Durante o projeto, as famílias que foram enviadas as suas bases na capital de Rondônia puderam presenciar as maravilhas que Deus preparou antes mesmo de chegarem.

“Muitos jovens estiveram pela primeira vez realizando este tipo de trabalho, mas não podemos desprezar os pequenos começos (Zc 4:10b). O Senhor ainda tem muito a falar em nossos corações. Por mais que alguns tenham participado machucados pelos mais diversos motivos, este foi um tempo de renovo, encontro e despertar para estes jovens. Como diz a palavra em 2 Coríntios 12, 10b – Porque quando estou fraco então sou forte. Agradecemos a Deus que desde o início atendeu nossas orações e em nada nos deixou faltar. Também agradecemos à Convenção Batista de Rondônia (Cobaro), através da pessoa do Oziel Nascimento, a empresa Qualiervas, aos doadores e igrejas ofertantes. Todos estes foram respostas de nossas orações, pois condições financeiras não tínhamos. Mas estamos certos de que o Senhor iniciou um novo tempo para nossa Juventude e nos encontramos nas próximas atividades da jubanorte”, comenta o presidente, Saulo Sampaio.

Jornalista – Mirna Carolina, Igreja Batista Filadélfia

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