Lançando Sementes, Nascendo Igrejas! por Pr. Andrei Júnior

Lançando Sementes, Nascendo Igrejas! por Pr. Andrei Júnior

E Saulo estava ali, consentindo na morte de Estêvão. Naquela ocasião desencadeou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém. Todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e de Samaria. Alguns homens piedosos sepultaram Estêvão e fizeram por ele grande lamentação. Saulo, por sua vez, devastava a igreja. Indo de casa em casa, arrastava homens e mulheres e os lançava na prisão. Os que haviam sido dispersos pregavam a palavra por onde quer que fossem. (Atos 8:1-4)

O texto acima fala de um acontecimento muito conhecido na bíblia: a morte de Estevão e o aparecimento, do então desconhecido, Saulo de Tarso; e além disso, nos diz sobre o dispersar de nossos primeiros irmãos em Cristo em Jerusalém. Interessante que grandes despertamentos da Igreja do Senhor aconteceram, em sua grande maioria, em um cenário de “caos”, se visto por uma ótica não cristã, pois na verdade, como diz em Atos 5:41, sofrer por Cristo e por sua causa é alegria para nós que somos cristãos. Pensando sobre isto, podemos extrair algumas verdades bíblicas sobre nosso tema “Lançando sementes, nascendo igrejas e avivamentos”. 

No contexto rural, antes de se lançar sementes é necessário a preparação do solo para que elas possam ter a possibilidade de se desenvolverem ao máximo; da mesma forma ocorreu quando houve grande perseguição da igreja após a morte de Estevão. Jesus havia dito que os discípulos seriam testemunhas não só em Jerusalém, como também em toda Judéia e Samaria; entretanto, após o pentecostes pode-se imaginar que alguns irmãos acharam cômodo permanecer em Jerusalém, afinal a igreja aparentemente tinha todos os requisitos para ser abundante: eles serviam ao Senhor, cresciam em quantidade, estavam em comunhão… Contudo, lhes faltava o senso de missão! O ide, tão necessário, só foi se concretizar de fato quando os cristãos se dispersaram quando houve a perseguição, levando a mensagem do evangelho por onde iam. 

Essa primeira concepção é muito peculiar para nossos dias, afinal é muito cômodo permanecermos em nossas igrejas, onde temos quase tudo que precisamos para servir ao Senhor, enquanto deixamos a evangelização e a plantação de novas igrejas de lado. Quantas cidades, e até mesmo bairros imensos, temos hoje em nosso Estado sem a presença de uma igreja batista? Nós precisamos mudar esta realidade, pedir que o Senhor traga em nós um novo avivamento para que possamos olhar para os campos e ver que estão brancos para a colheita! 

Brock (2010, p.25), afirma que “[…] o empresário, o professor, o fazendeiro – todos eles, sob a liderança do Espírito Santo, podem plantar igrejas. Esta é a expectativa normal que se tem para as pessoas que estão “no Caminho”.” Todos que experimentaram o despertamento do Senhor podem e devem ser plantadores de igrejas, para a glória de Jesus! 

Seguindo a lógica do plantio, após revirar o solo chega o momento de lançar as sementes. O verso quatro do capítulo oito do livro de Atos, nos trás a ideia do que é o ideal para a igreja do Senhor: pregar e levar o evangelho a todos os lugares. Nessa fase, a igreja de Cristo vive um verdadeiro avivamento que, ao contrário do que muito afirmam, não é sobre barulhos, gritos ou até mesmo palmas, mas sim sobre mudança radical de direção, ou seja, a igreja de Atos começou a evangelizar em toda a Judéia e Samaria logo após ter sido dispersada e despertada, cumprindo a grande comissão. 

Hoje, nós precisamos voltar nossas mentes a nossa missão, sair do nosso ciclo vicioso do comodismo e nos permitir ser totalmente despertados pelo Senhor, para que possamos ser missionários e plantadores de igrejas em todo lugar que formos, para que surjam novos começos, novas realidades e novas vidas em Jesus. 

Andrei Júnior Souza Rosa
Presidente da Juventude Batista de Rondônia

Referências
BROCK, Charles. Plantando igrejas contextualizadas: uma jornada multiplicadora. Rio de Janeiro: Convicção, 2010.
BÍBLIA. Bíblia Sagrada: nova versão internacional / Sociedade Bíblica Internacional. Santo André: Geográfica, 2017. 

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